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Gods Eater Burst – o “S” que incomoda…

Olá pessoas. Venho aqui postar uma análise que eu queria ter feito há mais tempo, desde que eu joguei as DUAS versões japonesas do jogo. Sim, finalmente depois de jogar um bocado (soma-se 50 horas em cada versão japonesa, sem contar a versão ocidental), falarei de Gods Eater Burst. O original é apenas “God”, não me pergunte o motivo do “S”, pois não saberei responder.

Antes de tudo, fiquem com a intro do jogo:

Um pouquinho da história do jogo. O mundo foi atacado por seres misteriosos chamados de Aragami, e aparentemente armas comuns não fazem efeito contra eles. Apenas armas chamadas God Arcs, que possuem material de Aragami em sua composição podem causar danos neles. E as pessoas denominadas God Eaters (Ou Gods Eaters, na versão ocidental) são as pessoas que manuseiam tais armas. E nesse mundo existe a Fenrir, uma organização especializada na luta contra os Aragamis, e que está em todo o globo. E em uma destas unidades (Far East Branch, para ser exato) o seu personagem acaba de ganhar a sua God Arc.

"Vem pro papai, neném!!!"

E aí começa um dos pontos que era para serem positivos, mas que a sua execução tornou a opção limitada, que é a customização de personagens. Mesmo que tenham um bom numero de opções, no final seu personagem sempre terá traços de japonês de cabelos espetados. O lado interessante é que ao decorrer da história, são liberadas diferentes roupas, umas comuns e outras muito iradas, como a roupa de samurai. Porem não sei se esta limitação é proposital, pois o seu personagem interage ativamente a história, aparecendo inclusive nas conversas.

Outro ponto a ser citado e que trouxe umas novidades interessantes e controversas, principalmente para os que jogam jogos deste estilo, como Monster Hunter, é a jogabilidade. Como você é um God Eater “New Type”, sua God Arc pode mudar para três formas: Blade, Shield e Gun, ou no português chulo, Espada, Escudo e Arma. Cada uma das 3 formas tem mais 3 categorias, e cada categoria é especializada em atacar/defender priorizando algum tipo de dano. Porem ai começam os pormenores, pois por um lado os jogadores que gostam de atacar gostaram bastante do esquema fluido de batalhas, que é muito similar aos Hack’n Slash famosos, outros (principalmente quem gosta de jogar com armas) reclamaram pois existe a barra de OP (Oracle Point), responsável pelos tiros. Porem para encher esta barra é necessário atacar na forma de Blade, e então poder voltar a atirar. E uma inovação que tanto ajuda a encher a barra de OP quanto dá um aumento em seu status é o comando Devour, onde pressionando triangulo, sua God Arc se transforma numa mandíbula gigante e “abocanha” o Aragami, extraindo habilidades e itens.

"Ah só uma mordidinha, amor..."

Há diversas missões a serem feitas, com diversos Aragamis diferentes, porem para que você não se sinta sozinho e chore de medo dos bichinhos comedores de gente, é possível levar 3 personagens comandados pela máquina. Esse ponto vale ser frisado, pois em outros jogos como Monster Hunter e Lord of Arcana, jogando sozinho você vai SOZINHO para as missões, podendo jogar em companhia somente de outros jogadores no modo multiplayer. No God Eater Burst é possível jogar sozinho também, porem é mais difícil, já que se desmaiar durante a missão, não haverá outra pessoa a lhe dar o Link-Aid, habilidade onde o seu “salvador” doa parte do seu sangue para te levantar de novo. Outro ponto do multiplayer é que, ao “devorar” a habilidade de algum Aragami, é possível passar essa habilidade a outro God Eater que esteja por perto.

Estão vendo pornografia japonesa

O fato dos outros personagens terem participação forte na trama também influiu bastante na aceitação do publico com o jogo, principalmente com os outros personagens que o acompanha, como o alegre Kouta, a “volumosa” Sakuya, a estrangeira Alisa, o líder Lindow e o calado e sempre sério Soma. Aliás, curiosidades: Tsubaki, a sua instrutora de decote generoso é dublada pela renomada cantora/dubladora/diretora de dublagem Mary Elisabeth McGlynn, e o Soma pelo Yuri Lowenthal, o mesmo dublador americano do Sasuke Uchiha do anime/mangá Naruto. Isso explica muita coisa…

"Ei, você me lembra alguem..."

Porem mesmo que eu tenha gostado bastante do jogo é cabível umas criticas sobre fatos que me incomodaram muito, que foi a dublagem acelerada, somada à total falta de sincronia labial. De início percebe-se que os personagens falam rápido demais, deixando as explicações bastante superficiais e corridas, depois é FACILMENTE notável que a boca dos personagens em vários momentos se mexe e não saem som algum. A equipe da Namco Bandai não teve o mesmo esmero nos diálogos que a Square-Enix teve ao adaptar os diálogos do jogo The 3rd Birthday (resenha brevemente) para o ocidente. Resumindo o que eu disse e replicando as palavras do Javan, do site Meia Lua X:

“…não gostei do jeito que a história é apresentada. Talvez seja culpa da dublagem americana. Tem tudo para ser uma história boa, só que a apresentação dela é muito rápida, jogada. Acho que dava para ter mais emoção…”

Ainda assim, saliento que God Eater Burst é um “must play” do PSP, e se vocês pensam que o jogo é apenas um plágio futurista de Monster Hunter, jogue e veja o quão enganado é esta afirmação. E me digam por que a Alisa usa aquela roupa estranha mostrando parte dos seios? E sendo menor de idade?! Parece coisa do 4chan, cruzes!

Ah, o 4chan...
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Sobre Wesley Pires

Goiano com orgulho, nascido em 1988, pronto para mais. Comecei na geração 16 bits, porem minha vivência com jogos me fez admirar a geração 8 bits, me fazendo descobrir o quão bom são os chiptunes. Adoro vários estilos, mas não abro mão dos jogos onde podemos nos divertir juntos dos amigos, como os clássicos do Super Nintendo, e também não abro mão de um bom RPG, e nem de algum jogo da série Final Fantasy. Atualmente sou um amante inveterado de Game Music, e será comum em meus posts ver menções musicais, alem de gifs totalmente nonsense. Eu falei que sou responsável pelas tirinhas do site?! E-mail: wesley@noreset.net

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3 comentários

  1. Falou tudo que dava pra falar de GodS Eater, ou pelo menos da versão ocidental (que foi a unica que joguei.) É um puta jogaço mesmo, a quantidade de itens, roupas, habilidades, balas de tudo que é tipo, é impressionante! Missões dinamicas e divertidas e agora, com história.

    Maaaaaaaas, como eu mesmo disse ali (É, olha ali no post, eu falei mesmo.) A História é porcamente apresentada, nas aulinhas de história de Paylor eu ficava quase igual o Kota, quase dormindo, e me perdendo na porra da explicação. (Nota: Eu não entendi quase nada, tive que pesquisar na internet pra entender a história) A Dublagem é horrivel! Paylor que deveria ter uma diccção incrivel, e um inglês claro fala com uma vontade escrota e sem graça.

    Alias, eu preferia também que o personagem principal, ou seja, eu, tivesse falas, mesmo que genéricas e sem graça, odeio personagens mudos que só falam “LET’S GO”, “THIS IS OUR CHANCE”, “AAYAAAAAHH!”

    Must Play mesmo, só ignore a dublagem, procure um Undub, abraços. (:

  2. Esse negocio da dublagem, me lembra muito a total falta de respeito qeu tiveram a muitos e muitos anos atras, com um “tal” de Grandia 2, lembram?

    Quando o game veio pro ocidente, os dubladores americanos (ou seja la de onde eram), dublaram tudo com muito esmero e eloquencia:

    Esmero de preguiçoso e eloquencia de uma porta.

    ..

    Parece que de tempos em tempos, eles precisam de um trabalho assim.

    pena, que dessa vez, foi Gods Eater…

  3. @Eddy
    o que me deixa triste é comparar ótimos jogos lançados no mesmo periodo, como o The 3rd Birthday e o próprio Kingdom Hearts, que possuem um esmero alem do comum quanto às vozes com a dublagem porca do Gods Eater Burst. Como o Javan disse acima, se achar uma versão
    com o audio original, é melhor pegar ela.

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