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Kid

Bastion – Não confunda com Bartião do Bar.

Olá pessoas. Dentre vídeos, desenhos e afins eu não posto nada resenhando coisas por aqui faz um bom tempo. E sinto que quando terminei esse jogo, deu muita vontade de falar sobre ele em algum lugar. Difícil ter uma experiência tão boa e surpreendente quanto eu tive com Bastion.

Em um plot relâmpago, você controla um clássico protagonista silêncioso (tirando grunhidos e afins) sendo citado apenas como The Kid, e de cara vemos que algo aconteceu no mundo onde você está. E então, você encontra o Bastion, uma espécie de estrutura  que é ativada em casos de emergência, como uma espécie de “Plano B”. E Rucks, a segunda pessoa  que o jogador encontra, conhecido inicialmente como “The Stranger”. Rucks explica que houve uma Calamidade (“The Calamity”, no original) em Caelondia, que além de deixar o mundo desorganizado e destruído, espalhou itens (Cores) em partes do mundo fragmentado. E sua missão é recolher esses itens para finalizar a construção do Bastion. É…não foi nada relâmpago esse resumo.

Eis o Sebastião, digo, o Bastion
Eis o Sebastião, digo, o Bastion

Confesso que da parte do gameplay eu não estava tão habituado, já que visão isométrica não é meu forte, mas foi uma mera questão de tempo até me acostumar. Quanto ao seu arsenal, são sempre duas armas principais, que de acordo com o avançar do jogo vão aparecendo variantes interessantes, e uma habilidade especial, que consome um Black Tonic por uso. A variedade de armas me atraiu bastante, pois há ocasiões que certas armas levam mais vantagens. Por exemplo, há inimigos que usam uma carcaça metálica, e para eles uma arma de fogo leva vantagem. Ou em casos de inimigos resistentes, uma arma com maior poder ofensivo (como um morteiro ou bazuca) vem a calhar. Eu por exemplo sempre usei uma arma melee, outra de longa distância e a auxiliar ficou uma espécie de summon que te ajuda na batalha. Metódico, não?!

Por conta da visão isométrica e pelo mundo estar fragmentado, é normal você cair nas bordas das fases. Logo o desafio adicional é se manter equilibrado, encontrar o Core, eliminar os inimigos que existiam no mundo antes da Calamidade, e SOBREVIVER SE EQUILIBRANDO. Porem o jogo é amigável, pois além de ter itens de cura pela fase (Health Tonic), se seu sangue acabar uma vez, você tem a chance de voltar uma vez com sangue cheio e com um Health Tonic adicional. E com certeza você vai morrer bastante, pois assim como upgrades para o protagonista são encontrados durante a reconstrução do Bastion, outros fatores deixam os inimigos mais difíceis (os Idols, encontrados durante o jogo) além da variedade deles aumentar, como era de se esperar de um jogo.

"UERÉ QUÉ VUÁ!!!"
“UERÉ QUÉ VUÁ!!!”

O mais interessante, e que eu soube bem antes de jogar, é o narrador (que no decorrer do jogo, é revelado ser o Rucks). Quanto mais você avança, o Narrador vai dizendo coisas sobre onde você está, sobre o que você está vendo, e até mesmo explicando mais coisas do que ocorreu na Calamidade. É algo extremamente fluido e não faz você ficar lendo arquivos e arquivos durante o jogo, para entender melhor o que está havendo (fato que os próprios produtores confirmaram). E o tom grave e sábio do Rucks, interpretado pela voz incrível do “novato” Logan Cunninghan, faz com que fiquemos mais focados e impressionados com todo que é dito. Sério, se ele disser “Vá ao banheiro…” eu ficaria estarrecido.

Outro fator interessante são as paisagens por onde o protagonista passa. Em inúmeros momentos, as paisagens são recheadas de cores vivas e quentes, em paisagens que até me lembraram do jogo Braid, e em outros momentos o jogo tem um tom acinzentado, meio fúnebre. Boa parte desses tons de cinza (não o livro) aparecem quando Rucks cita as consequências da Calamidade, seja mostrando restos de uma cidade, ou os membros de Caelondia em cinzas. Não sei se há um estudo sobre isso, mas até entendo isso, pois normalmente cores fortes remetem mais a temas felizes do que temas mais escuros ou cinzentos. E aqui funcionou muito bem. Sem contar os detalhes das paisagens, dos arbustos, dos inimigos, e ate mesmo dos personagens. Parece coisa feita à mão.

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“OLHA ISSO, CARALHO!!!”

 

"Passar um paninho nesse chão aí..."
“Passar um paninho nesse chão aí…”

A trilha sonora é um destaque totalmente à parte. Apesar de não ser algo inédito, Darren Korb soube mesclar bem temas recorrentes em game music, como sons metálicos mesclados com instrumentos de percussão, o bom uso do violão e voz para mostrar uma parte mais humana de quem está no que sobrou de Caelondia, além da própria ambientação musical em batalhas, que por mais cercado de pessoas que você esteja, a musica te motiva a ficar ali rodando e ouvindo a música (coisa que eu fiz). De longe “Terminal March” e “The Pantheon (Ain’t Gonna Catch You)” são minhas musicas favoritas, esta ultima sendo uma faixa bônus da OST, também disponível para compra no Steam.

Como é difícil resumir a experiência com Bastion com palavras (e como eu odeio textos longos demais), eu recomendo que peguem a primeira promoção que verem e comprem o jogo. Não é algo que será esquecido tão fácil.

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Sobre Wesley Pires

Goiano com orgulho, nascido em 1988, pronto para mais. Comecei na geração 16 bits, porem minha vivência com jogos me fez admirar a geração 8 bits, me fazendo descobrir o quão bom são os chiptunes. Adoro vários estilos, mas não abro mão dos jogos onde podemos nos divertir juntos dos amigos, como os clássicos do Super Nintendo, e também não abro mão de um bom RPG, e nem de algum jogo da série Final Fantasy. Atualmente sou um amante inveterado de Game Music, e será comum em meus posts ver menções musicais, alem de gifs totalmente nonsense. Eu falei que sou responsável pelas tirinhas do site?! E-mail: wesley@noreset.net

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