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Dark Souls e sua dificuldade justa

Olá pessoas, faz um tempo que não escrevo nada por aqui, e vendo que estou empacado com rabiscos e outro projetinho, resolvi escrever um texto rápido sobre algo antigo, mas que me abriu os olhos: minha experiência com o primeiro Dark Souls.

"Customização...nem sempre é algo sério..."
“Customização…nem sempre é algo sério…”

Antes de tudo, in counter strike – csgo, eu tinha certo preconceito com o jogo, pois de tanto ver gameplay do jogo pela internet, eu pensei “eu não vou jogar algo para passar raiva e não completar”, e por isso demorei a tocar nele. Porem eu cometi o erro de todo curioso: deixei a tentação me controlar, e acabei jogando. Contudo eu estava jogando mais cautelosamente do que jogaria um survival horror de tanta apreensão. Realmente o jogo te deixa agoniado, pois pessoas que apenas pensam em ir adiante, terminar o mais rápido possível e dar um ataque rápido e feroz no inimigo tendem a se ferrar com grandiosidade, resultando na famosa tela “You Died”. E acreditem, a culpa é totalmente NOSSA!!!

MELHOR EXEMPLO!!!
MELHOR EXEMPLO!!!

Há um bom tempo atrás o amigo “Viadão” Fernando Moraes e eu conversamos sobre o jogo e ele me disse algo que resume bem o jogo: o jogo não é extremamente difícil, a dificuldade dele é justa, o que torna ele difícil somos nós (jogadores) que agimos sem o mínimo de planejamento. E de fato é isso mesmo, pois a ideia de defender, flanquear, rebater o ataque do adversário e contra-atacar (alias o Parry salva vidas, pessoas. Dominem, ou morram!), e o principal, que é estudar os movimentos dos inimigos são coisas bem exploradas. Claro, há inimigos que você não venceria no momento atual e que, por teimosia você acaba encarando (e morrendo). Mas aí é aprendizado, e o jogo te mostra na morte como aprender é doloroso, e mesmo morrendo inúmeras vezes o jogo te instiga a voltar lá onde você morreu, tanto para reaver as preciosas almas que você coletou com suor, sangue e morte, quanto com aquela sensação de que aprendeu algo, e que agora aquele esqueleto ordinário não vai chutar sua bunda de novo (mas acaba chutando).

se acostume...
se acostume…

Algo que também me deixou com pulgas atrás das duas orelhas foi a história, ou a falta dela. Melhor explicando, não é que não tenha história, mas acho que estou tão acostumado com história jogada na nossa cara, inúmeros reports e files para ler e cutscenes/flashbacks que quando a história é dita de maneira informal, por base do que os NPCs sabem (que normalmente é pouco) você fica boiando no que ocorre. E realmente é bem informal, o máximo que é sabido inicialmente é que o protagonista é uma espécie de morto-vivo com uma maldição e que (possivelmente) você seja um morto-vivo predestinado a grandes feitos, numa terra de altas confusões, cheia de esqueletos mortais (ARGH, OS ESQUELETOS…). E enquanto uns dizem mais sobre o tal mito, outros dizem histórias sobre o passado daquela área, outros sobre coisas sem menor sentido, outros apenas soltam risos sem motivo algum (o que gera certo desconforto…), e temos o SOLAIRE OF ASTORA!!! PRAISE THE SUN, MOTHERF$%&*!!!

"CAN YOU FEEL THE SUN?!"
“CAN YOU FEEL THE SUN?!”

Apesar de tudo, mesmo tendo penado com o jogo, tanto pela dificuldade quanto pelo péssimo port para PC, que possui inúmeros slowdowns (E eu tenho um bom computador), eu terminei o maldito. E quero terminar novamente, de preferencia em outra plataforma como o PS3, pois além de já ter citado o problema da versão para PC (Prepare to Die Edition), eu não sou nada familiarizado com o controle do Xbox, e o jogo te impõe a jogar apenas nele, já que ele não permite que tenha uma jogabilidade decente no teclado e mouse (tive que adaptar um controle de ps3 em uma gambiarra para jogar satisfatoriamente). Ainda assim é um jogo que me instiga a jogar novamente, e não sei explicar o porquê de maneira coesa e sem falhar mais no português, pois ver inúmeras vezes a tela de morte do jogo já virou rotina. Talvez seja um masoquismo incubado, não sei…

 

Customização...apenas PARE!!!
Customização…apenas PARE!!!
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Sobre Wesley Pires

Goiano com orgulho, nascido em 1988, pronto para mais. Comecei na geração 16 bits, porem minha vivência com jogos me fez admirar a geração 8 bits, me fazendo descobrir o quão bom são os chiptunes. Adoro vários estilos, mas não abro mão dos jogos onde podemos nos divertir juntos dos amigos, como os clássicos do Super Nintendo, e também não abro mão de um bom RPG, e nem de algum jogo da série Final Fantasy. Atualmente sou um amante inveterado de Game Music, e será comum em meus posts ver menções musicais, alem de gifs totalmente nonsense. Eu falei que sou responsável pelas tirinhas do site?! E-mail: wesley@noreset.net

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