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Morre Ralph Baer, pai do console de videogame (e do Odyssey)

A família confirmou ao site Gamasutra que o inventor do conceito de console de videogame, o engenheiro alemão, Ralph H. Baer, morreu aos 92 anos no domingo.

Ele inventou o Brown Box entre 1966 e 1968 com o auxílio de Bill Harrison e Bill Ruscj e uma verba de pesquisa de US$ 2,5 mil, 40 transistores e 40 díodos e depois vendeu o conceito para a empresa Magnavox e juntos, em 1972, lançaram o Odyssey. Além do console ele desenvolveu o primeiro periférico para um videogame, a pistola de luz, que fazia parte do jogo Shooting Gallery.

O Odyssey recebeu 27 títulos, distribuídos, como Tennis, Sky e Wipeout, em 12 cartuchos. Com isso, as vendas alcançaram a marca de 330 mil consoles vendidos. Durante sua carreira como cientista e inventor, desenvolveu mais de 150 produtos, que foram patenteados nos Estados Unidos.

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Baer também inventou o jogo Simon ou Genius, no Brasil, que ficou popular nos anos 80 por aqui. O sucesso do Odyssey inspirou concorrentes, como Nolam Bushnell, que criou a sua empresa de videogames, a Atari além de outras empresas.

O inventor também recebeu prêmios do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), da Game Developers Conference como pioneiro, em 2008 e recebeu do presidente dos EUA, George W. Bush a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação.

O que engenheiro alemão deu o pontapé para o desenvolvimento da indústria de games. Ele deixa três filhos.

Atari pede falência nos Estados Unidos; Infogrames será separada

Nesta segunda-feira, a tradicional empresa e pioneira no mercado de videogames Atari recorreu ao tribunal de falência dos Estados Unidos. A companhia é popular aqui no Brasil devido aos sucessos como o console Atari 2600 e os jogos Enduro, River Raid (da Activision), Asteroids e Pong.

Atari se popularizou no Brasil devido ao console Atari 2600. Foto: Creative Commons
Atari se popularizou no Brasil devido ao console Atari 2600. Foto: Wikimedia Commons

 

O objetivo do pedido de falência é separar a empresa norte-americana da holding francesa, Infogrames, para fortalecer a divisão de plataformas móveis e digitais. Ou seja, a Infogrames está dando prejuízo ou gerando resultados abaixo do esperado por anos, com isso, prejudicando as operações do braço norte-americano da Atari.

ASSISTA AS LOGOS ANIMADAS DA ATARI E DA INFOGRAMES:

 

No comunicado divulgado na internet, a empresa pede US$ 5, 25 milhões para financiar as atividades da empresa e bancar o lançamento de mais jogos.

Para se ter uma ideia, o relatório fiscal dos últimos dois anos, a Atari teve lucro de US$ 15 milhões.

A Atari foi fundada há 31 anos, em junho de 1972, por Nolan Bushnell e Ted Dabney. A companhia foi uma das mais inovadoras no mercado de games, sendo levantada como a responsável pelo desenvolvimento do mercado de videogames.

Atari estréia moderno estande de divulgação

noreset_retroatariCido CoelhoO moderno estande da Atari tem um monitor central, imagens da gigante biblioteca de jogos, com as caixas e abaixo tem os consoles da Atari para demonstração.

A Atari chama este estande de Centro de Demonstração de Computadores.

Reparem os rostos felizes do casal, que estão jogando uma partida de Pac-Man.

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“Venda de jogos usados quebra a indústria”, diz Atari

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Gustavo OliveiraAlgumas vezes, tenho vontade de quebrar o protocolo: Se dependesse de mim, essa notícia iria ser publicada com 3 imagens de cabeçalho: “Cachacisses”, “Fuleiragens” e “Caray!”.

Aliás, vamos colocar de uma vez por todas a definição dessas três categorias:

“Cachacisses” é um “semi-neologismo” criado para designar uma notícia ridícula. Tudo o que eu ou qualquer outra pessoa que escreve nesse blog julgue como sendo uma notícia ridícula, tosquenta, bisonhuda, estranha, entre outros vem aqui. Trocando em miúdos, é como se o protagonista ou personagem da notícia estivesse bem louco, como se tivesse bebido cachaça antes de realizar tal ato que pudesse ser digno da categoria (ou pior, de aparecer aqui).

“Fuleiragens” é a categoria “curiosidades”, porém com um nome disfarçado. Tudo o que os redatores e editores do NoReset julgam como sendo engraçado, curioso ou qualquer coisa do tipo, vem aqui. Também serve para designar que o texto abaixo do cabeçalho pode ser um pensamento do próprio autor do texto, e não necessariamente uma notícia em si. Somente o dono do texto é responsável por aquela idéia, e ele quer compartilhá-la.

“Caray!”… Bom acho que o próprio nome diz. É uma notícia tão bombástica que quando você lê, grita… CARAY!

Devidamente apresentados, vamos à notícia: o CEO da “Otari”, digo… Atari, David Gardner, desceu a lenha em uma prática muito comum em todas os campos da atividade humana: Comprar produtos usados (no caso aqui, os games). Seguem as palavras do sabidão:

“A venda de jogos em usados representa um grande impacto econômico para as empresas, pois as produtoras não lucram nada com isso.”

Ora, senhor Gardner. Tenha dó de todo mundo aqui. A venda de games usados sempre foi uma prática muito comum desde a época do Nintendinho, e isso porque eu ainda era um mero espermatozóide metido à Ayrton Senna (fui eu que cheguei primeiro “lá”, senão esse texto não existiria…).

Culpar a pirataria por rombos em seus cofres e seus ânus cheios de notas de 100 dólares ainda é perdoàvel, mas culpar a venda de produtos de segunda mão? Vão morrer no Brás! (Nota ao leitor: Se você, caro leitor por ventura morar no bairro do Brás, em São Paulo, não se ofenda. Mande os executivos da Atari virem morrer aqui no Capão Redondo e está tudo certo…)

Ué, se eu quiser ir na loja, comprar um Wii e vender depois, o problema é meu. Se eu quiser quebrá-lo no chão, o problema é meu. Se eu quiser colocar pro cachorro do meu vizinho usar como banheiro, problema meu.

Muito me incomoda ver que outras empresas de respaldo, como a Bungie, também concordem com uma visão tão mesquinha. Aliás, esse assunto já vem criando um grande escarcéu por aí. Muitos já cogitam a venda de jogos por meio de Download. Assim, o jogo possui um código e só pode ser usado na máquina em que foi baixado (mais ou menos o conceito do Zeebo, que você já deve ter lido por aí).

Onde fica a liberdade de escolha do consumidor? Se eu tenho um jogo que não me serve mais, tenho que ficar com ele? Se eu quero comprar um jogo, mas não tenho dinheiro para comprar um novo, simplesmente devo ficar sem jogar?

A respeito disso, também se pronunciou o presidente da Atari, Phill Harrison:

“É certo que o mercado de games usados tem um impacto na indústria, porém, não é por coincidência que os jogos  realmente bons, que têm um maior fator replay , não são vendidos novamente.”

Certíssimo. Jogos bons não são vendidos nunca. Até hoje eu tenho meu Nintendo 64 com The Legend of Zelda: Ocarina of Time para jogar.

Mais alguém quer reclamar?

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Mais um game foi banido na Austrália

E a farofisse está comendo solta na terra dos marsupiais, do bumerangue, da Kyle Minogue e da… da… Ah, deixa pra lá!

Depois de Dark Sector, Fallout 3 e Shellshock 2: Blood Trails serem banidos da Austrália (ou, no mínimo, modificados) por não se adequarem às normas de classificação etária de lá, chegou a vez de mais um game sofrer a famigerada censura: Silent Hill Homecoming.

A Atari, que é a distribuidora oficial da Konami nos lados de lá, mandou avisar que devido ao conteúdo do game (que é sanguinolência e chinelagem pura) as autoridades do país. Sendo assim, o game não vai sair por lá até o início de 2009 no país continente.

Nem vou entrar na discussão de violência nos games, porque assim como pirataria, já se tornou muitíssimo clichê.

Ainda assim, só digo uma coisa: que merda, hein, senhores aborígenes!

Infogrames efetiva compra da Atari

Plantão NoReset

A produtora francesa Infogrames anunciou a compra da distribuidora Atari por US$ 11 milhões. A empresa já era sócia majoritária da da Atari e com a compra do restante das ações, finalizou a aquisição.

A proposta de compra foi realizada em março e a Atari pediu um novo prazo para resposta. Após a compra, a Infogrames se comprometeu que irá investir US$ 20 milhões para financiar as operações da empresa.

“Esse é um evento-chave para a Infogrames que irá beneficiar todos os nossos acionistas. Acredito que essa transação gerará benefícios significativos para o grupo”, explicou David Gardner, executivo-chefe da Infogrames.