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Faltam 30 dias para a décima edição da Brasil Game Show

Em 30 dias o Brasil será o ponto de encontro dos games na América Latina e oferecerá tudo aquilo que um fã de jogos eletrônicos mais quer: encontrar as maiores personalidades do universo gamer, conhecer os principais lançamentos das mais importantes marcas, assistir a campeonatos emocionantes de eSports e, claro, jogar. Tudo isso estará na décima e histórica edição da Brasil Game Show (BGS), que acontece de 11 a 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, com atrações para deixar o público ansioso pela feira de games que será a maior e melhor de todos os tempos. Os visitantes da BGS já sabem que encontrarão mais de 250 marcas, convidados internacionais, jogos que sequer foram lançados e poderão ser testados, campeonatos eletrizantes entre times profissionais de esportes eletrônicos e uma área exclusiva de Meet & Greet para ver, pegar autógrafos e tirar fotos gratuitamente com personalidades do universo gamer. E ainda vem muita novidade por aí.

 

Grandes estrelas da indústria dos jogos eletrônicos estarão no Brasil

 

A BGS reunirá no Brasil alguns dos maiores nomes do mundo dos videogames e muitos deles estarão no país pela primeira vez. Verdadeiras lendas vivas dos jogos eletrônicos aterrissarão em São Paulo para participar de uma extensa lista de atividades, que inclui a apresentação de painéis sobre suas trajetórias profissionais, encontro com fãs em sessões de Meet & Greet onde posarão para fotos e darão autógrafos. Até agora estão confirmadas as presenças de:

 

·         Hideo Kojima, diretor e designer de games e criador da série Metal Gear e diretor-executivo da Kojima Productions;

·         Ed Boon, criador da série Mortal Kombat;

·         Nolan Bushnell, criador do Atari 2600;

·         David Crane, criador do game clássico Pitfall e cofundador da Activision; 

·         Hector Sanchez, produtor de jogos das séries Mortal Kombat e Injustice e que atualmente está na Annapurna Interactive, responsável pelos jogos recém-anunciados Ashen e The Artful Escape;

·         Stephen Bliss, que foi artista sênior da Rockstar entre 2001 e 2016 e é um dos responsáveis pela icônica identidade visual de GTA.

 

 

Os jogos mais aguardados

 

Como sempre acontece, muitos jogos serão lançados na BGS. A 30 dias da décima edição da feira, alguns dos títulos mais esperados do ano já foram confirmados para o evento. A Activision, que está de volta à Brasil Game Show, já revelou que os jogadores brasileiros terão a oportunidade de experimentar seus dois lançamentos: “Call of Duty: WWII” e “Destiny 2”. Já a Ubisoft trará os aguardados “Assassin’s Creed Origins” e “South Park: A Fenda que Abunda Força”, e a publicadora RedFox Games vai disponibilizar para os gamers brasileiros o MMORPG “Black Desert Online”.

Também já estão confirmados jogos como “GWENT: The Witcher Card Game”, do estúdio polonês CD Projekt Red, e “Summoners War”, da sul-coreana Com2Us, que este ano atingiu a marca de 80 milhões de downloads e é um dos games mais baixados na Apple Store e na Google Play.

 

O melhor do mercado brasileiro de games

 

Desde 2014, a Brasil Game Show tem um espaço exclusivo dedicado ao mercado brasileiro e aos desenvolvedores independentes, a Área Indie. O espaço, que começou com sete estandes, este ano terá mais de 100. Os diversos estúdios nacionais que estarão no evento apresentarão jogos dos mais variados temas, como esportes, aventura, luta, música, quiz, terror, educativos, lendas, batalhas e até transportes, que poderão ser jogados em várias plataformas. Entre os títulos de destaque, vale citar os premiados “Distortions”, da Among Giants e “No heroes here”, desenvolvido pela Mad Mimic Interactive. Os desenvolvedores independentes participarão de palestras abertas para os visitantes do evento e contarão um pouco sobre sua carreira e trajetória profissional.

 

Meet & Greet

 

Além dos convidados internacionais, outras celebridades do universo do entretenimento passarão pela BGS e os visitantes poderão aproveitar o evento para conhecê-los, tirar fotos e pegar autógrafos, sem custo adicional, tanto na área Meet & Greet Canon como nos estandes de expositores, em todos os dias da feira. Os interessados podem acompanhar as novidades pelo site: www.brasilgameshow.com.br/meet-greet/

 

Marcas já confirmadas na #BGS10

 

Serão mais de 250 marcas na décima edição da Brasil Game Show. Entre patrocinadores, expositores e parceiros, já foram reveladas as seguintes empresas:  Activision, Canon, Chance6,  CD Projekt Red,  Com2Us, Dazz Maxprint, Dell, DXRacer, Flux Game, Gigabyte, HyperX, Kocca, Nixton Piticas, Razer, RedFox, Saraiva, TNT Energy Drink, Ubisoft, Warner Bros. Games, 11 Bit Studios, ACE, Ambize Studio, Among Giants, Anguis Game Studio, Atitude Point, Behold Studios, Big Head Store, Canvas Games, Cat Nigiri, Cogumelo Corp, Copag, Cougar, Crazzy Arcade, Dark Paladin, Dreaminside Studio, ETS2 Rotas Brasil, FlipFlop Lab, Game Nacional, GAMEscola, Gamemax, GamersClub, Games X, Gartic, Geek 42, Geek Connection, Geek Tag, Gênio Quiz, Genos Studio, GPD GamePad Digital, Hexa Game Studio, Hermit Crab, Imgnation, Incomm, JokenPô, JZ Culture & Comm, Lady Snake Rock Wear, Loja Tip, McFly, Mad Mimic, MBR Editorial, Midas Club, Ninetales Studios,  Onanim Studio, Rixty, Online IPS (International Processing Solution), Palácio Geek, Pong, Pro Simuladores, Rockhead Games, RMAL, Seagate, ServerLoft, SheePixel, South Box Game Studio, Square12, StreamSoft Games, Sunrise, Thermaltake, The Suns Store, The Duel Brasil, Toys Collection, Vneta Studios, Void Studios, World of Collectibles e XFire Gamers.

 

 

Descontos em passagens e hotéis

 

            A BGS recebe visitantes de todo o Brasil. Para facilitar a vinda do público, dar mais conforto e segurança, o evento conta com parcerias com a LATAM, que dá descontos de até 25% em passagens aéreas, com a ClickBus, que oferece passagens rodoviárias 15% mais baratas, e com a Evnts, que tem opções de hospedagem a preços diferenciados durante os dias da feira. Para aproveitar os benefícios, os interessados devem acessar o site: www.brasilgameshow.com.br/transporte/  

 

Ingressos

Para conferir de perto todas as novidades da #BGS10, os interessados podem adquirir ingressos do sétimo lote até o dia 15/09 com desconto de até 12% pelo site oficial www.brasilgameshow.com.br. Dessa forma, os tickets para cada dia da BGS custam R$ 79,00 (meia-entrada) e o passaporte para os quatro dias do evento abertos ao público R$ 237,00 (meia-entrada), ou seja, com este pacote, um dia de evento sairá de graça para o visitante.

Têm direito ao benefício da meia-entrada aqueles que doarem 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento, estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência.

Para acompanhar de perto todas as novidades da #BGS10 e garantir os ingressos, acesse: www.brasilgameshow.com.br.

PS4k: a Sony diz que ‘está frustrada pelos R$ 4 mil’

Após o preço do PlayStation 4 brasileiro se tornar piada mundial, a Sony, por meio do Mark Stanley, respondeu no blog oficial do console que vai explicar os motivos do preço absurdo no mercado nacional.

Leia a mensagem:

“Obrigado a todos vocês que compartilharam seus comentários sobre o alto preço do PS4 no Brasil. Nós também estamos frustrados com o preço de $4.000 reais, e em breve vamos poder mostrar as razões. Obrigado pela sua paixão e fiquem ligados para mais informações.”

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Há rumores que o console da Microsoft foi classificado no Ministério da Fazenda brasileiro como central multimídia, enquanto o console da Sony está definido como um videogame. Por isso, a diferença monstruosa de preço entre os consoles. É provável que a Sony jogue no ventilador a situação.

Isso pode provocar um terremoto no mercado de Games, empurrando o preço do Xbox One para a casa dos 3 mil reais. Ou seja, você vai gastar por baixo 7 mil reais, só em consoles, para ter a nova geração em casa. Vamos esperar os próximos capítulos.

[Made in Brasil] SPjam 2013 reúne desenvolvedores e fanáticos por games

Pelo terceiro ano seguido, a Maratona Paulista de Desenvolvimento de Jogos – SPjam, acontece na cidade de São Paulo. Quem participar terá 48 horas para desenvolver um jogo. Além disso, poderá se encontrar com desenvolvedores de jogos e trocar ideias durante a jornada.

O evento acontece em duas etapas — Gamejam, que será entre os dias 30 de agosto a 01 de setembro, na Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) — e a Exposição, que apresenta a produção dos jogos desenvolvidos na jornada e dos jogos feitos por artistas convidados.

Lá na SPjam terão os achievements, conquistas, onde por meio de um sistema de reconhecimento, podem trazer ao desenvolvedor a glória ou recompensas.

As edições 2011 e 2012 do evento conseguiu reunir mais de 300 pessoas interessadas em desenvolver e criar jogos, que foram expostos, além de aumentar a integração entre os profissonais dos games. Este ano, os organizadores esperam que o número das edições anteriores juntas seja superado.

Para se inscrever, você tem que ser interessado no mercado de jogos e ser game designer. Deve ir de 15 de junho a 15 de agosto no site ou no botão abaixo e paga 35 reais. Além disso, os organizadores oferecem também um kit sobrevivência, porém, o preço com a inscrição sobe para R$ 85. O evento acontecerá no Campus Marquês de Paranaguá da PUC-SP, que fica na rua Marquês de Paranaguá, número 111, na Consolação, região central de São Paulo.

O evento Exposição SPjam 2013, que terá entrada gratuíta, a data deve ser definida. Porém, há previsão de que seja no segundo semestre de 2013. Pode participar fãs de jogos interessados por arte e ilustração, curiosos que querem ver os produtos desenvolvidos por produtores indies brasileiros e arte baseadas em jogos, cujo a temática será definida pelos organizadores.

 

Inscrições: 15 de junho a 15 de agosto
Acontece: 30 e 31 de Agosto e 01 de Setembro
Onde: PUC-SP – Campus Marquês de Paranaguá
Quanto: R$35 ou R$ 85, com kit sobrevivência
Clique e acesse – SITE OFICIAL | FACEBOOK | FÓRUM SPJAM

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE

Ponto Frio organiza reservas para o PlayStation 4

A versão online da loja brasileira de eletrodomésticos Ponto Frio já recebe pedidos de pré-venda. Em um hotsite (site promocional), é possível cadastrar o e-mail para que a empresa possa enviar aos interessados quando se dá o início da venda aqui no Brasil.

A página já tem imagens dos jogos divulgados e faz propaganda já oferecendo o produto ao consumidor.

A Sony ainda não divulgou o custo do aparelho no País. Lá fora o videogame custará US$ 399, frente aos 599 dólares cobrado por sua rival Microsoft, ou R$ 2,199 reais vendido direto no Brasil.

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[Vale Cultura] Fatec e Acigames publicam carta aberta contra a ministra Marta Suplicy

No final da tarde desta quarta-feira, 13, após uma declaração da ministra da Cultura, Marta Suplicy que reforça a impossibilidade de acrescentar os jogos eletrônicos no Vale-Cultura – que é um benefício de 50 reais mensais pago pelo governo para bancar o lazer dos menos abastados, dando direito o acesso a consumo de entretenimento -, a Acigames (Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games) e a Fatec de São Caetano do Sul (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) declaração da ministra petista, que é contra os games no novo benefício do governo federal. ‘Nem pensar’, ela declarou.

A associação enviou aos sites especializados e blogs irmã carta aberta contando a evolução da industria de games e os seus benefícios para mostrar o contraponto as declarações da ministra. Confira as duas cartas logo abaixo.

LEIA A CARTA ABERTA DA ACIGAMES PARA A MINISTRA MARTA SUPLICY

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, declarou mais uma vez que “nem pensar” teremos jogos eletrônicos no Vale-Cultura. A questão de apoiarmos ou não o segmento dentro do projeto do governo tornou-se pequeno quando refletimos sobre a opinião da Sra. Marta Suplicy. Como dizem, para bom entendedor, meia palavra basta e, para a ACIGAMES, fica claro que a ministra não considera jogos digitais uma forma de cultura.

Mas o que dizer da portaria 116, de 29 de novembro de 2011, do próprio ministério?

E o que dizer das diversas matérias que falam sobre os games e sua relação com a saúde, cultura e aprendizado?

Games são incluídos na Lei Rouanet de incentivo à cultura

Toren é o primeiro game aprovado pela Lei Rouanet

Games nas escolas: experiências revelam impacto positivo no aprendizado

Games que fazem alunos aprenderem sem querer

Game Pride – Vigamus

Los videojuegos de acción ayudan a los niños disléxicos

Video games at the Museum of Modern Art – in picture

“Infelizmente essa notícia pode se espalhar no mundo inteiro que hoje enxerga games como uma das mais fortes fontes de renda na ecomomia criativa e de cultura, ultrapassando a indústria do cinema já a dois anos. Se games não são considerados cultura por nossa própria ministra é uma afirmação de grave preconceito e um desrespeito a todos os trabalhos acadêmicos e ciêntificos na área. Games são a nova expressão digital do mundo e nos países desenvolvidos isso é deixado bem claro”, afirma o presidente da ACIGAMES, Moacyr Alves Júnior.

LEIA TAMBÉM A CARTA ABERTA DA FATEC SÃO CAETANO

CARTA ABERTA DOS ACADÊMICOS DO CURSO DE TECNOLOGIA EM JOGOS DIGITAIS DA FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO CAETANO DO SUL (SP)

O governo federal criou um programa de benefícios chamado Vale Cultura, que “reforça o conjunto de políticas públicas destinadas a equilibrar a oferta e demanda de bens e serviços criativos”. Estima-se que cerca de 12 milhões de brasileiros serão beneficiados com o Vale Cultura, representando um aumento de R$ 7,2 bilhões anuais no consumo de cultura, segundo o site do programa. [1] Naturalmente, o benefício incluirá as manifestações culturais mais tradicionais, como o cinema, o teatro, os livros, os CDs/DVDs, sem no entanto limitar-se a esses.

E recentemente surgiu nas discussões sobre o Vale Cultura a possibilidade de incluir os jogos digitais no programa. Empresas do setor, desenvolvedores independentes, acadêmicos e os consumidores de jogos (os chamados “gamers”) passaram a ficar mais atentos a essa oportunidade de crescimento para um setor produtivo que começa a ser considerado no Brasil algo muito maior do que simples “brincadeira”, ou aventura de hobbistas ou lunáticos de algum tipo.

Pesquisa publicada em 2011 revelou que no Brasil existem cerca de 35 milhões de jogadores, que representam o quarto mercado mundial no segmento. A mesma pesquisa revelou que esses 35 milhões de pessoas gastam 10,7 horas por semana jogando, quase o dobro do tempo dedicado à televisão e bem superior ao período dedicado ao rádio ou à leitura de revistas e jornais. [2] Recentemente, em sessão pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado de SP, a ministra da Cultura declarou que seria contrária à inclusão dos games no Vale Cultura, pois, em suas palavras, “Eu não acho que jogos digitais sejam cultura” [3].

Diante dessa declaração, os docentes e alunos do curso de graduação em Jogos Digitais da Faculdade de Tecnologia de São Caetano do Sul desejam expor alguns fatos e argumentos que possam contribuir para a discussão e subsidiar o Ministério da Cultura no processo de regulamentação desse importante benefício, que vem para fomentar a democratização do acesso aos produtos culturais pelos brasileiros.

O próprio Ministério da Cultura já percebeu a força dos jogos digitais como manifestação cultural ou não teria incluído os games na Lei Rouanet [5]. Tanto o fez que se pode comemorar o fato de que um jogo brasileiro, Toren, de autoria do estúdio Swordtales de Porto Alegre, foi recentemente aprovado para captar recursos pela Lei Rouanet para seu desenvolv imento. [6]

Os jogos digitais, ou eletrônicos, ou ainda videogames, ocupam desde 2007 o primeiro lugar em faturamento total no ramo do entretenimento nos EUA, ultrapassando o cinema, a televisão, o teatro e outras manifestações culturais. Em 2011, um jogo (Call of Duty: Modern Warfare III) foi o maior lançamento no mundo do entretenimento, arrecadando cerca de US$ 400 milhões nas primeiras 24 horas de seu lançamento. [4]

Além disso houve o BR Games, programa igualmente lançado pelo Ministério da Cultura com objetivo de fomentar o setor de jogos eletrônicos que contou com recursos de mais de R$ 1 milhão “para ações de capacitação dos selecionados, produção e inserção em ambientes de mercado”. [7]

E o que dizer da Secretaria do Audiovisual (do Ministério da Cultura) que mantém um repositório de games em seu site? [8] Não há dúvidas de que isso pode ser considerado mais uma mostra de que o MinC considera os jogos digitais como manifestação cultural. Mas para não ficar somente nas ações empreendidas pelo próprio Ministério da Cultura, outros fatos relevantes podem ser citados, como por exemplo a recente seleção de 14 jogos digitais que farão parte do acervo permanente do MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York) e esse acervo deverá aumentar para cerca de 40 títulos. [9]

Outro museu de relevância inquestionável, o Smithsonian, realizou entre março e setembro de 2012 a exposição “The Art of Video Games”, que abordou 40 anos de história e evolução dos jogos digitais mostrando como oferecem aos artistas uma forma de comunicação com sua audiência nunca vista, permitindo combinar elementos visuais, textuais, música, narrativa e cinematografia. [10] Pode-se ainda citar a exposição interativa Game On, concebida no Reino Unido pelo Barbican Centre, patrocinada pela Cultura Inglesa e exposta em mais de dez países, entre eles o Brasil, que recebeu a instalação entre os meses de novembro de 2011 e janeiro de 2012 no MIS (Museu da Imagem e do Som). [11]

E não pode deixar de ser citada a organização sem fins lucrativos Games For Change, fundada em 2004 nos EUA com o objetivo de “promover a pesquisa, a criação, a aplicação e a disseminação de jogos digitais que transformem positivamente a sociedade, a educação, a economia, o ambiente e a cultura”. Em 2011, foi criada a Games For Change Latin America, capitaneada pelo Prof. Gilson Schwartz (ECAUSP) e que tem Francisco Tupy como gestor da comunidade no Brasil. [12]

Desde então, a G4C Latin America tem empreendido ações diversas, podendo-se destacar o festival “Games For Change” em cuja segunda edição (13 a 15 de dezembro de 2012) promoveu o lançamento da animação do jogo “Maria Bonita e o Lampião Digital”, que fará um panorama histórico do cangaço do Nordeste nas décadas de 1920 e 1930 e do jogo “Vrum”, voltado à educação para o trânsito. [13]

Para destacar brevemente a interação entre os jogos digitais e a música, podese citar a notícia do final de 2012 de que pela primeira vez uma trilha sonora de jogo digital (Journey) foi indicada para o Grammy. [14] Grandes compositores e maestros tem se dedicado ao desenvolvimento de trilhas sonoras para jogos e festivais como o Video Games Live já são uma realidade no Brasil [15]. Novos gêneros musicais tem sido desenvolvidos, como o NES-rock, representado pela banda “I Fight Dragons”. Artistas brasileiros, como Tulipa Ruiz, Zemaria e Azymuth tem trabalhos integrando trilhas sonoras de jogos como Fifa 11 e PES. [16]

E tão ou mais interessante que isso é poder dizer que o frevo está sendo usado como base para música de videogame, trabalho desenvolvido pela dupla Diatron [17]. Um interessante exemplo de interação e convergência envolvendo o videogame, o cinema e o teatro foi a exposição “Egomáquina”, realizada em julho e agosto de 2012 no Conjunto Nacional da Av. Paulista (SP) e que teve apoio da Funarte (Fundação Nacional de Artes). Todo o processo de criação da obra foi baseado no texto “Os incomodados”, de autoria de Fernando Bonassi e reuniu 40 artistas voluntários que participaram da instalação. [18]

Para citar como games e cinema estão envolvidos, um exemplo recente é “Detona Ralph” (Disney), cujo protagonista é um vilão de videogame que resolve não ser mais vilão e parte em uma jornada onde encontra muitos outros ícones amados ou odiados pelos gamers, como M.Bison, Zangief, Dr. Eggman e até o Ghost do Pac Man. Jogos antigos, como Space Invaders, influenciaram fortemente a cultura popular [19].

Uma ótima análise da relação entre as narrativas cinematográfica e digital pode ser conferida em um artigo de autoria da Profa. Dra. Dulce Márcia Cruz, da Unisul. [20] A literatura não pode ficar de fora dessa discussão. Além dos exemplos clássicos, como os diversos games inspirados em obras como “O Senhor dos Aneis”, temos livros brasileiros adaptados para o videogame, como os que podem ser lidos (ou seria jogados?) no site Livro e Game, patrocinado pela Fundação Telefonica. [21]

É digna de nota a relação de games famosos que viraram livros, como Resident Evil, Gears of War, Halo e Assassin’s Creed, compilada por Douglas Eralldo no site Listas Literárias. [22]

Muitos outros exemplos poderiam ser listados, contribuindo para mostrar a importância de se ter os jogos, eletrônicos ou não, reconhecidos no Vale Cultura. Esse reconhecimento também significará uma compreensão ampla da cultura, sem restringir-se às manifestações mais tradicionais.

Significará incentivar uma indústria nacional que começa a despontar e que terá a capacidade de absorver profissionais das mais diferentes formações, pois videogames não dependem apenas da computação para serem criados, mas da literatura, do cinema, do teatro, da música e de outros tantos segmentos. E finalmente, para não deixar de usar as próprias palavras da ministra em seu artigo “A gente não quer só comida”, publicado no jornal “Folha de São Paulo” de 16/01/2013 e disponível para leitura no site do MinC, “Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada.” [23]

São Caetano do Sul, 1 de março de 2013.

[1] http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/iniciativas/vale-cultura
[2] http://www.partnersales.com.br/noticia/4856
[3] http://cyberkao.geek.com.br/posts/20620-para-ministra-game-nao-e-cultura-sim-ele-e
[4]http://cinemacomrapadura.com.br/colunas/games-e-quadrinhos/244678/gameshq-a-disputa-entrecinema-e-jogos-na-industria-do-entretenimento/
[5]http://www.cultura.gov.br/site/2011/12/01/portaria-nº-1162011minc/
[6] http://toren-game.com/images/media/toren_rouanet_metro.jpg
[7]http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/audiovisual/fomento-ao-audiovisual/br-games-fomentoao-audiovisual-audiovisual-politicas/
[8]http://www.cultura.gov.br/audiovisual/acervo/c/acervo/games/
[9] http://www1.folha.uol.com.br/tec/1194003-museu-de-arte-moderna-de-nova-york-tera-acervopermanente-de-games.shtml
[10] http://americanart.si.edu/exhibitions/archive/2012/games/
[11] http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=825
[12] http://gamesforchange.org.br/sobre-2/quem-somos/
[13] http://www1.folha.uol.com.br/tec/1199402-festival-de-games-em-sp-tera-call-of-duty-do-cangaco-e-gtado-bem.shtml
[14] http://www.wired.com/gamelife/2012/12/video-games-grammys-journey/
[15] http://g1.globo.com/Noticias/Games/0,,MUL1325019-9666,00.html
[16] http://estrombo.com.br/o-globo-musica-brasileira-marca-presenca-nos-games
[17] http://www.pernambuco.com/app/noticia/divirtase/45,28,46,61/2013/02/07/internas_viver,422405/duplatransforma-frevos-em-musica-de-videogame.shtml
[18] http://www.funarte.gov.br/artes-visuais/?egomaquina?-reune-cinema-teatro-e-videogame-em-exposicaointerativa-em-sp/
[19] http://en.wikipedia.org/wiki/Space_Invaders#In_popular_culture
[20]http://www.comunidadesvirtuais.pro.br/novastrilhas/textos/dulcecruz.pdf
[21] http://www.livroegame.com.br/
[22] http://listasliterarias.blogspot.com.br/2012/03/10-games-que-viraram-livros.html
[23] http://www.cultura.gov.br/site/2013/01/16/a-gente-nao-quer-so-comida

Brasil Game Show terá o dobro do tamanho em 2013

GAMES Após o sucesso da edição de 2012, em que se destacou como uma das principais feiras do mundo no segmento de Jogos Eletrônicos, a sexta edição do Brasil Game Show (BGS) terá o dobro do espaço e ocupará os Pavilhões Branco e Azul do Expo Center Norte. Além disso, contará com a participação dos principais nomes do mercado de games.

A BGS 2013 espera receber cerca de 150 mil visitantes em 4 dias abertos ao público (26, 27, 28 e 29 de outubro), e um dia totalmente exclusivo para a Imprensa e Business (25 de outubro). Além disso, o Evento contará também com um dia voltado para Coletivas de Imprensa (24 de outubro).

Outra novidade será a ampliação da área de alimentação, sete vezes maior que a do ano anterior, totalizando cerca de 3.000m2, divididos em duas praças, o que garantirá aos frequentadores do Evento maior conforto e variedade. Mais uma melhoria anunciada para o próximo ano é o aumento da largura de todas as ruas internas da Feira. Os acessos também serão duplicados, com a entrada pelo Pavilhão Branco e todo o fluxo de saída pelo Pavilhão Azul. Todas estas novidades já podem ser conferidas na nova Planta Oficial do Evento através do link http://www.brasilgameshow.com.br/local/mapa-do-evento . Ou logo abaixo:

A BGS 2013 contará com um número ainda maior de patrocinadores, que estarão distribuídos em grandes estandes, onde serão apresentadas novidades e tendências do mercado de games. A Área Business também mudou e na próxima edição será localizada em um espaço exclusivo no Mezanino, com vista panorâmica da feira.

O Diretor da BGS, Marcelo Tavares, destaca o empenho para a realização da próxima edição: “O ano de 2013 promete ser especial para a indústria de games. Por isso, a equipe da Brasil Game Show está trabalhando de maneira intensa, para realizar um evento igualmente especial.”

Os ingressos para a BGS 2013 serão vendidos somente de forma antecipada. A venda será iniciada 5 meses antes do Evento e a organização reforça a informação de que, para facilitar e agilizar a entrada de todos os visitantes, não haverá Bilheteria no local,. Acompanhe todas as novidades do Evento em facebook.com/BrasilGameShow .

Brasília recebe a SBGames 2012

GAMES Os brasilienses aficionados por games, tecnologia e arte poderão aproveitar este feriado para testar mais de 200 jogos eletrônicos desenvolvidos por empresas brasileiras. O SBGames começa nesta data e dura todo o fim de semana, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com uma novidade: este ano o maior evento acadêmico de jogos e entretenimento digital da América Latina, promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e pela Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames), contará com uma feira aberta ao público, com entrada franca, concurso de cosplay, desfile GeekGirl e nerdceteria, dentre outras atrações. Durante três dias, 6 auditórios do maior centro de convenções de Brasília serão ocupados por estudantes, pesquisadores, profissionais e empresários, representantes do governo e personalidades estrangeiras inscritos no XI Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital.

Paralelamente, uma área de 3.000 metros quadrados exibirá uma feira, com atrações gratuitas para o público final. A coordenadora do evento, Profa. Dra. Carla Castanho da Universidade de Brasília, espera um público superior a 1000 participantes para o simpósio acadêmico e 20.000 visitantes para a feira. Neste ano, o Simpósio objetiva o delineamento de ações e políticas para fortalecer o mercado e a indústria de desenvolvimento de jogos. A presença, tanto na feira quando em mesas redondas no Simpósio, de representantes dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Cultura, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e das Comunicações, mostra a importância que o setor tem. Por outro lado, a realização da feira, com entrada franca, tem como objetivo principal mostrar à sociedade como esta área pode representar uma opção profissional aos jovens.

Em outras palavras, mostrar que o desenvolvimento de games é assunto sério e lucrativo, ao contrário do que os mais conservadores pensam. Afinal a indústria de games tem crescido mais do que as indústrias fonográfica e cinematográfica, diz Carla Castanho. O conjunto das atividades pretende mostrar todas as dimensões dos games – esta forma de linguagem do século XXI. Por isso nos empenhamos para oferecer um leque variado de palestras, jogos e atrações que vai agradar a todos, tanto gamers como desenvolvedores e pesquisadores da área de jogos. Muitas pessoas não têm ideia dos conhecimentos que envolvem o desenvolvimento de games ou das áreas que podem se beneficiar com a utilização deste tipo de ferramenta, acrescenta ela.

Atrações com entrada franca

O Festival de Jogos Independentes 2012, vai selecionar as melhores criações brasileiras entre mais de 170 jogos para computadores, celulares e tablets. Todos eles estarão à disposição dos visitantes no estande do Banco do Brasil, que sediará o Festival. O público também poderá votar e eleger seu game favorito. Em estandes individuais, na área de exposições, mais 30 desenvolvedores brasileiros irão exibir os seus lançamentos para o visitante que desejar testá-los. Já quem gosta de interatividade vai apreciar a Gameart, mostra de arte que promove o diálogo entre o corpo humano e o meio eletrônico. Os quatro trabalhos apresentados procuram através da linguagem dos games envolver as pessoas em sensações interativas e de compartilhamento de espaços virtuais em instalações e em conexões sociais.

Em Kinect-Quimera, o participante cria um alter-ego na tela de uma TV, enquanto no IdAnce, uma pista de dança digital, projeções no chão são formadas de acordo com o movimento dos participantes. Em Tijolo Esperto, dois softwares reproduzem na parede a evolução da vida digital e Morfogênese apresenta formas geométricas com comportamentos orgânicos em que cada ação do interator modifica o meio. O evento tem ainda a mostra Arte do Game, que exibe trabalhos realizados por profissionais brasileiros da área de Jogos Digitais que já se destacam nacionalmente e internacionalmente. Reúne trabalhos de Concept Art, Escultura Tradicional e Escultura Digital. Jogos e simuladores virtuais usados pelas Forças Armadas estarão expostos ao público e serão tema de um Workshop de Simulação Militar, na área restrita aos inscritos do simpósio. Um concurso de cosplay aberto ao público será realizado sexta e sábado, com categorias individuais e em grupo, e irá premiar os vencedores com consoles Xbox 360 e Wii. Cosplayers como Lara Lunardi e Fernanda Angelini, que já representaram a Capital Federal em competições nacionais, serão algumas das participantes.

As inscrições são feitas no dia, até 1 hora antes do início – dia 2, às 17 horas. Logo após, começa a Nerdceteria, com músicas diversas. Grupos de dança, bandas e um desfile de modelos “geeks”, o GeekGirl, no dia 2, às 16 horas, complementam a grade de atrações da exposição.

Programação Acadêmica

Em paralelo com o evento aberto, o SBGames 2012 conta com uma programação acadêmica, que é voltada a profissionais, estudantes e outros players da indústria nacional e internacional. Serão mais de 90 horas de palestras, 140 trabalhos acadêmicos e mesas redondas de áreas como Computação, Arte & Design, Cultura, Indústria, Games for Change, IGDAs (Intl. Game Developers Association) e Tutoriais. Entre os keynotes estarão importantes personalidades nacionais e internacionais, que trabalharam no desenvolvimento dos títulos mais famosos como FIFA ou participaram do desenvolvimento de tecnologias que revolucionaram o mundo dos games. Além da programação acadêmica, os inscritos para o Simpósio poderão apreciar com exclusividade duas principais atrações no auditório principal: a apresentação da orquestra VGMus, composta por alunos do Depto de Música da UnB, que irá apresentar clássicos do mundo dos games no dia 2 às 19:30 horas, e a projeção do Filme “Indie Game – The Movie”, um documentário sobre o processo criativo de desenvolvimento de jogos independentes, mostrando a dura realidade daqueles que se sacrificam por um sonho.

SAIBA MAIS:

  • SIMPÓSIO
  • HORÁRIO LIVRE
  • LOCAL

Horários com ingresso para o simpósio:

Sexta-feira – 02/11: 9h às 21h
Sábado – 03/11: 9h às 21h
Domingo – 04/11: 9h às 17h

Horários com entrada franca:

Sexta-feira – 02/11: 13h às 20h
Sábado  – 03/11: 13h às 19h
Domingo – 04/11: 9h às 15h

Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Ala Sul, 1º andar, CEP: 70070-350
Brasília/DF
Site oficial: www.sbgames2012.com.br

Blizzard lança no Brasil livros sobre World of Warcraft e Diablo III

LIVROS Chegou às livrarias de todo o país os títulos World of Warcraft: Marés da Guerra e Diablo III: A Ordem. Os títulos foram lançados a partir de uma parceria formada entre a Blizzard e o selo Galera, da Editora Record.

Nos sites oficiais da comunidade brasileira de World of Warcraft e Diablo III você pode encontrar informações sobre a relação da narrativa dos livros e o enredo oficial dos jogos que foram inspirados.

O jogo World of Warcraft foi lançado em 2004 e é um dos jogos de MMORPG mais jogados do mundo. A obra impressa, escrita por Christie Golden, World of Warcraft: Marés da Guerra é protagonizado pela renomada feiticeira Jaoina Proudmore, que segue sua luta para manter a paz entre a Aliança e a Horda. A obra conta o avanço dos conflitos entre os dois grupos e relata os acontecimentos anteriores da saga de Mits of Pandaria.

Já Diablo III: A ordem, narrado por Nate Kenyon conta a jornada de Deckard Cain, último sobrevivente de uma misteriosa e lendária ordem conhecida como os Horadrim. A história acontece anos antes dos acontecimentos do jogo e acompanha a historia de Cain na busca de outros membros perdidos de sua ordem, na tentativa de salvar o mundo de Santuário das forças demoníacas do Inferno Ardente. O título vem baseado do jogo Diablo III, que foi lançado em maio deste ano, após 10 anos do lançamento do jogo anterior. Desde o seu lançamento, a Blizzard conseguiu vender mais de 10 milhões de cópias do jogo.

Os livros podem ser encontrados nas livrarias Saraiva, FNAC, Livraria Cultura, Submarino e Siciliano. A partir do ano que vem o selo da Editora Record pretende publicar mais quatro livros baseados em World of Warcraft, um sobre a saga Diablo e mais dois romances sobre o universo de Starcraft.

Para você não ficar passando vontade, clique nos botões logo abaixo e leia um capitulo de World of Warcraft e de Diablo. Basta clicar e ter acesso ao pdf do livro. 

  • World of Warcraft
  • Diablo III

World of Warcraft: Marés da Guerra
Christie Golden
Editora Record
Selo Galera
Preço: R$ 34,90
Clique para ler um capítulo de WoW (PDF)

Diablo III: A Ordem

Nate Kenyon
Editora Record
Selo Galera
Preço: R$ 34,90
Clique para ler um capítulo de Diablo (PDF)

[Entrevista] ‘Activision quer se aproximar do gamer brasileiro’, diz Max Morais

ENTREVISTA Durante a Brasil Game Show 2012, a Activision mostra que está oficialmente no Brasil manteve um estande que não deixou a desejar. Muitos gamers circularam pelo local, esperaram na fila para jogar Call of Duty: Black Ops 2 e conhecer os novos lançamentos da produtora. Para o gerente de Vendas e Marketing para a América Latina da Activision, Max Morais (ex-Electronic Arts), a chegada oficial no Brasil, há quatro meses, é mais uma forma de aproximação com o consumidor brasileiro. A publisher quer mostrar uma experiência de jogos mais aprimorada com grandes lançamentos no país, atrelado ao mercado mundial, com muitas novidades para os gamers. Além disso, a empresa promete ‘o maior lançamento no mercado de games brasileiro’. Confira a entrevista exclusiva feita para o NoReset.

NoReset – O que foi determinante para a Activision chegar ao Brasil?

Max Morais – Cada vez mais estamos acompanhando a evolução do mercado brasileiro de game o desenvolvimento da categoria no país.  Queremos entregar uma experiencia ainda maior para o nosso consumidor, para nosso gamer. Esse é o grande pilar de tudo isso, para estarmos próximos ao consumidor, dos gamers brasileiros, entender e trabalhar as suas necessidades a altura.

NoR – Como a Activision está trabalhando para a localização dos jogos?

MM – Isso é super bacana de comentar. Faz 4 meses que realmente nos estabelecemos nossa presença com a nossa representação oficial no Brasil. Com uma pessoa responsável pela Activision e respondendo pela empresa. Neste curto espaço de tempo nós conseguimos coisas surpreendentes. A primeira é o fato de a nossa franquia Call of Duty que terá o jogo 100% localizado em português pela primeira vez. Outro ponto interessante é que vamos lançar o produto na mesma janela do mercado norte-americano. Foram uma das necessidades dos games que sempre foram comentadas por aqui que agora estamos atendendo.

Activision está no Brasil oficialmente há quatro meses (Foto: Cido Coelho/NoReset)

NoR – Vocês planejam puxar talentos do Brasil para fora? Tem como fazer alguma produção que pode ser feita no país?

Max Moraes – Estamos começando agora todo o processo aqui, com o representante no Brasil. Nos continuamos nosso modelo de negócios da distribuição via NeoPlay, que é do grupo Positivo Informática. Então continuamos a mecânica de distribuição da mesma maneira. Vamos ter a distribuição focada através da NeoPlay.

NoR – Com isso os jogos que são lançados no circuito EUA-Europa-Japão também serão lançados em conjunto no Brasil…

MM – Nos planejamos o lançamento do jogo Call of Duty: Black Ops 2 para o Brasil no dia 13 de novembro de 2012. Nos estamos com um plano de marketing, planejando alguns eventos. Nos ainda não definimos quais serão estes espaços e onde serão estes eventos, mas no momento adequado vamos comunicar, vocês terão todas as informações. Mas, certamente nossos parceiros comerciais estarão nestes esforços de lançamento e sem dúvida nenhuma vai ser o maior lançamento do mercado brasileiro de games.

NoR –Como a Microsoft, Nintendo e Sony estão apoaindo a Activision no Brasil?

MM – Como você pode ver o mercado está crescendo. O mercado está desenvolvimento e todos os players estão jogando neste sentido de desenvolver. A Activision não é diferente disso. Nos estamos muito focados no mercado brasileiro. A partir de agora vamos nos focar cada vez mais e vamos buscar essa experiencia distinta para o mercado brasileiro de jogos.

NoR – Qual é o balanço que você faz da feira e quais serão os próximos passos?

MM –  As imagens falam por si só o público tem recebido muito bem. Está super engajado, a resposta tem sido super positiva, por exemplo, o fato da localização em português, ato de trazer pela primeira vez as Collector’s Editions para o mercado brasileiro. Estamos com muita expectativa não só com Call of Duty: Black Ops 2, mas também com outros títulos como Skylander que é uma franquia super forte lá fora, que trouxemos para o mercado brasileiro oficialmente, no dia 25 foi o lançamento oficial de Skylander SSA. Em todo o mercado, com plano de marketing. Você poderá encontrar todo o portifólio de produtos Skylanders. E não para por aí: Vem Skylanders Giants, a partir de 22 de novembro, com o portfólio completo para o mercado brasileiro para que o consumidor e gamer possa ter a experiência de imediato.

[Entrevista] “Brasil é prioridade para o PlayStation”, diz gerente da Sony

ENTREVISTA Há cerca de quatro meses à frente do marketing e comunicação da Sony do Brasil, Luciano Bottura, esteve na Brasil Game Show 2012 e trouxe boas notícias para os gamers brasileiros. Segundo ele, diversos títulos da Sony serão lançados em português, como God of War: Ascension. O executivo ressalta que, até os títulos que não são campeões de venda, serão, ao menos, legendados para o português-brasileiro, para atrair mais jogadores aqui no País e para ampliar o seu mercado.

NoReset: A Sony está dando mais atenção para o Brasil?

Luciano Bottura: A gente está quase há dois anos oficialmente no Brasil com a marca PlayStation. Estamos importando hardware e software. Hardware é principalmente a nossa maior competição. Hoje, querendo ou não, enfrentamos o problema da taxa, o imposto de importação de softwares e games é muito alto. Temos que nos prevenir contra a pirataria.

Além disso, o Brasil é o quarto país mais importante para a própria Sony. O Brasil é o mercado alvo para a empresa. Então não tem como ficar fora disso. Toda as categorias de negócios e de produtos estão sendo miradas para o mercado brasileiro. Estamos vindo com tudo para que, em 2014, sejamos líderes de mercado em todos os segmentos de eletrônicos.

NoR: O que será feito sobre a localização dos jogos para o Brasil? Os lançamentos no mercado brasileiro serão simultâneos como os mercados norte-americano, europeu e japonês?

LB: Alguns jogos serão em português. Como o Brasil é mercado chave, não tem como não ter jogos em português. Acho que a grande prova disso é Uncharted 3 e uma coisa que já dá para adiantar é que God of War: Ascension será em português.

Outra novidade que posso afirmar é que a gente está fazendo uma promoção em que os jogadores brasileiros podem colocar a voz como um dos personagens do jogo. Tanto os nossos estúdios que ficam em Santa Monica, nos Estados Unidos, e no Japão já entenderam a necessidade de ter a tradução, de o jogo vir em português.

Sony, Microsoft e Nintendo instalaram os maiores estandes da Brasil Game Show 2012. Jogadores esperaram mais de duas horas na fila para jogar God of War: Ascension, que será lançado ano que vem no país (Foto: Cido Coelho/NoReset)

Uma coisa que a Sony Computer Entertaiment (SCE), marca PlayStation, já assegurou é que os principais títulos serão lançados mundialmente em português brasileiro. Então, a gente já viu como o mercado brasileiro é importante, todos jogos de grande venda serão feitos em português. Já os jogos que não são tão vendidos, serão legendados em português.

NoR: Por importadores, o valor do PlayStation 3 varia de R$ 800 a R$ 900 e, no Brasil, custa entre R$ 1100 e R$ 1300. Quais atitudes a Sony vai tomar sobre a diferença dos preços para enfrentar a concorrência da Nintendo e Microsoft?

LB: Hoje o nosso produto é importado, e temos uma barreira, a taxa de imposto de importação. Vamos continuar importando nossos produtos e entendemos que existe um valor agregado maior. O PlayStation é um produto de valor agregado e de desejo do consumidor. Então queremos cada vez mais trabalhar trazendo novos entretenimentos, novos diferenciais ao console, agregando novas experiências ao consumidor para que ele possa pagar por isso.

Com isso, o importador fica fora de nossa alçada. Isso é uma questão com o governo e as autoridades precisam trabalhar em cima disso. Não é uma competência da Sony. A empresa importa legalmente, pagamos todos os impostos e colocamos em prática o preço sugerido. Assim, conseguimos criar um premium para que o consumidor entenda o valor do produto.

Luciano Bottura afirma que a companhia japonesa tem o Brasil como uma das principais prioridades para a marca PlayStation. (Foto: Divulgação/Sony)

NoR: Quais jogos a Sony vai disponibilizar no mercado brasileiro?

LB: O PlayStation All-Stars Battle Royale, que vamos lançar este ano e vai vir em português, e o Sports Champions, para o PS Move. E o lançamento que podemos destacar para o próximo semestre é o God of War, que terá o áudio em português.

NoR: A Sony já tem um planejamento para fabricar consoles no Brasil?

LB: Hoje, trabalhamos 100% com consoles importados. Estamos estudando, vendo as possibilidades e, por enquanto, não há nada concreto sobre produção de consoles no Brasil.

NoR: O tamanho da BGS 2012 já chega próximo à E3 (Electronic Entertainment Expo)? Qual o balanço você faz deste evento?

LB: A Brasil Game Show ainda não tem o nível da E3. Mas a decisão de trazer a feira para São Paulo foi correta. Tanto pela escolha do local, que foi muito bem estruturado, quanto pelo tamanho do público, já que todos os ingressos foram vendidos. No ano passado, tínhamos 34 estações de jogos e este ano temos 76. A gente se preparou para o crescimento da feira. E é só uma questão de tempo da Brasil Game Show chegar ao tamanho de uma E3. O público brasileiro vem demonstrando que ama games, é um público engajado que vibra com tudo isso, e as empresas estão apostando.

Acho que a maturidade vem com o tempo e não estamos deixando nada a desejar. Eu estive na última E3 e, mesmo sendo uma feira um pouco menor, acho que o nosso estande está bonito e tem gente que está pegando duas horas de fila para jogar God of War. Existe resposta melhor que essa, quando o consumidor sai sorrindo após pegar um brinde e quer pegar a fila de novo? Acredito que não.