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Ladrões levam R$ 80 milhões em eletrônicos da Samsung

A unidade da fabricante coreana de eletrônicos Samsung foi atacada por criminosos na madrugada de segunda-feira, 7, em Campinas, interior de São Paulo. O roubo aconteceu por volta da meia-noite, quando um grupo com cerca de 20 criminosos rendeu 200 funcionários, além dos vigias, para usar os sete caminhões da empresa e levar os eletrônicos.

A ação criminosa terminou por volta das 03 horas da manhã. Foram mais de 40 mil unidades de dispositivos, tablets e eletrônicos, que somam mais de R$ 80 milhões.

Em entrevista ao portal G1, a Polícia Militar disse que os bandidos interceptaram uma van com funcionários para pegar os seus crachás, depois, eles foram abandonados em um local desconhecido. Depois de render os funcionários, os seguranças foram desarmados e tiveram suas munições levadas.

Para o site Olhar Digital, a Samsung respondeu em nota que está muito preocupada com o ocorrido e que está cooperando com a investigação policial e que fará o possível para evitar qualquer recorrência.

Ubisoft repudia relação de Assassin’s Creed com morte da família de policiais

A Ubisoft rebateu agora pouco em rede social as supostas associações do caso da família Pesseghini com o jogo Assassin’s Creed.

Devido a relevância do caso, onde onde pai e mãe, que eram policiais militares, uma tia, a avó e o menino foram mortos esta semana na Brasilândia, zona norte de São Paulo, muitas informações foram ventiladas a respeito do crime, inclusive de que o menino teria sido influenciado pelo jogo da produtora francesa, a série Assassin’s Creed a cometer os crimes. Fato que não foi cogitado pela investigação policial.

VEJA ABAIXO A NOTA OFICIAL PUBLICADA PELA UBISOFT EM SEU FACEBOOK:

Em resposta aos pedidos de posicionamento da Ubisoft sobre o caso da família Pesseghini, trata-se de uma tragédia e nossos pensamentos e orações vão para a família e os amigos das vítimas. Nessa hora de consternação de toda a sociedade, é natural a busca por respostas.

No entanto, em nenhum estudo até agora realizado há consenso sobre a associação entre a violência e obras de ficção, incluindo livros, séries de televisão, filmes e jogos. É uma falácia associar um objeto de entretenimento de milhões de pessoas, todos os dias, em todo o mundo, com ações individuais e que ainda estão sendo esclarecidas. Novamente, isso é uma tragédia sem sentido e os nossos pensamentos e orações estão com a família e amigos das vítimas.

Agradecemos aos fãs da série que manifestaram apoio contra mensagens sensacionalistas associando o jogo à tragédia e convidamos a todos a se solidarizarem com a família e os amigos das vitimas.

Ataque em Connecticut: especialista relaciona games violentos ao crime

GAMES Durante a manhã de sexta-feira, 14, houve novamente um massacre em uma escola nos Estados Unidos. 27 pessoas morreram na cidade de Newtown, no estado de Connecticut.

Então, você que joga videogame há muito tempo sabe que mora em ti um potencial psicopata-assassino em série que vai matar muita gente por causa dos jogos violentos. Sabia disso?

Pois é, a tese do gamer assassino volta novamente. A ideia foi defendida por um especialista que entrou no ar pela Fox News e vinculou o massacre ao Facebook (afinal ele era um stalker sádico que pesquisava as vítimas) e aos jogos de computador.

Assista ao vídeo em inglês no site do Kotaku USA, onde o expert fala do assunto com uma propriedade de livre-docente. Acesse aqui: http://kotaku.com/5968569/fox-news-links-connecticut-shooting-to-violent-video-games?utm_source=Kotaku+Newsletter&utm_campaign=8911dd3cbf-UA-142218-8&utm_medium=email.

INFORMAÇÕES COM KOTAKU US

 

Carta aberta da Abragames: “senador Valdir Raupp não conhece a indústria”

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Projeto de censura aos games violêntos do senador de Rondônia Valdir Raupp teve repercussão na mídia internacional, dividindo muitas opiniões sobre o tema

games_noresetTodo mundo já falou do projeto de lei do senador Valdir Raupp (RO), que quer censurar a produção os jogos digitais, considerados violentos, por meio da proposta 170/06 , aprovado pela Comissão de Educação do Senado Federal e agora espera a votação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Essa lei ecoou como um terremoto na blogosfera gamer mundial e após a poeira midiática assentar um pouco o pó, a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), mostrou uma posição em relação a tal lei. A associação representante do setor publicou em seu site uma carta aberta para o conhecimento do público apontando os problemas que a censura da maneira que foi imposta prejudica a produção cultural e indústria, baseado em alguns artigos da Constituição Federal de 1988.

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Em carta aberta, Abragames levanta artigos constitucionais e questiona se o senador conhece a indústria de jogos brasileira

Entre os entraves, a Abragames aponta que o Ministério da Justica já tem um dispositivo que define a classificação etária, no qual, define a idade adequada para cada jogo que é oferecido no mercado brasileiro. A organização ressalta que em nome da proteção a indústria brasileira de jogos, que essa proposta de lei seria desfavorável para o desenvolvimento dos jogos manutenção de empregos e prejudicaria a desfavorecida indústria do setor.

Leia a carta na íntegra:

Carta aberta à população brasileira sobre o PLS 170/06.

A Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), como representante do setor de produção de jogos no Brasil, sente-se no dever cívico de protestar contra a potencial censura dos jogos digitais proposta pelo projeto 170/06, de autoria do excelentíssimo senhor Senador Valdir Raupp, do Estado de Rondônia, aprovado pela Comissão de Educação (CE) e encaminhado para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

Como publicado em 01 de Dezembro no sítio do Senado Federal e amplamente divulgado por veículos especializados no Brasil e no mundo, o projeto “torna crime a fabricação, importação ou distribuição dos jogos considerados ofensivos”.

Esta carta tenta esclarecer quatro pontos a respeito do projeto:

– primeiro, de que o discurso ignora a criação artística em jogos digitais, tratando?os de forma diferente de outras mídias, como por exemplo filmes, livros, música e emissões de televisão; segundo o Artigo 20 da Lei 7716, de 5 de janeiro de 1989, que o projeto propõe alterar, a prática de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional já é crime caso cometida por intermédio de meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza;

– segundo, parece?nos que, em função do julgamento das obras de arte em questão, o projeto pode ser contrário aos parágrafos IV, VIII e IX do Artigo 5o da Constituição Brasileira de 1988, que somam a indicar a liberdade de expressão, da manifestação do pensamento, da crença filosófica ou política e da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação; ou seja, há o risco de que o projeto abra margens para a
prática de censura no País;

– terceiro, o projeto parece desconhecer ou crer insuficiente que jogos, assim como qualquer obra audiovisual publicada, já recebam no Brasil eficiente classificação indicativa, fornecida pelo Ministério da Justiça, por meio de seu Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação;

– quarto, o projeto é sobretudo ineficiente para o fim que propõe, pois parece desconhecer o mercado de jogos digitais no Brasil ao tentar tornar crime trabalhos que, em apenas seis por cento (6%) dos casos, segundo estimativas da própria Abragames, são atividades legais. Ou seja, estima-se que noventa e quatro por cento (94%) do comércio de jogos no Brasil já seja atividade ilegal, por se tratar de pirataria ou importação não registrada. Neste caso, o projeto tenderia a reduzir de seis por cento de a zero por cento a atividade legal para os jogos (correta ou incorretamente) julgados, o que na prática não reduziria o consumo de tais produtos no Pais, mas poderia aumentar o volume absoluto de produtos ilegais consumidos.

Em nome da Indústria Brasileira, afirmamos que o objetivo é de fato respeitar a Constituição e cada uma das Leis de nosso sistema regente. No entanto, é nosso receio que a má interpretação do texto em questão possa gerar censura.

Vale lembrar que a simples divulgação de nota sobre o projeto pela imprensa internacional já dificulta a ação de exportação da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, essencial para a manutenção de importantes empregos e geração de valores no País.

Pelos argumentos listados, a Abragames solicita aos Senhoes Senadores, em especial aos senhores relatores do projeto na CCJ que não dêem suporte ao projeto. A comunidade de produtores de jogos entende que as atuais regras colocadas pela Lei 7716 de 1989 já são suficientes para evitar a discriminação ou reconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Com agradecimentos, subscreve-se em nome da Abragames com muita consideração,

André Gustavo Gontijo Penha
Vice-presidente de Relações Públicas, Abragames.